Chevrolet Classic

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Ele já nem figura mais entre os mais vendidos, mas ainda consta no catálogo da Chevrolet e está disponível nas concessionárias. E mesmo após vinte anos do lançamento no mercado é considerado boa compra entre concorrentes mais modernos. Esse é o Classic, um dos últimos projetos dos anos 90 a resistir — não por muito tempo — à renovação dos carros nacionais.

O fator preço ainda é o que segura as vendas do humilde Chevrolet. Por cerca de R$ 34 mil ou um pouco menos é possível comprar um com direção hidráulica e ar-condicionado, que são itens de série na única versão de acabamento disponível. Na faixa de preço tem apenas o Renault Clio e o Fiat Palio Fire, que não oferecem o mesmo espaço de 390 litros no porta-malas. Quem quiser algo mais moderno é preciso ultrapassar a barreira dos R$ 38 mil para chegar ao Ford Ka 1.0 SE, que também não tem um porta-malas tamanho familiar.

O Classic é um projeto brasileiro sobre o Corsa de segunda geração, que por sua vez é um projeto europeu com foco nos cinco continentes. No Brasil chegou a ter versões com motor 1.6 e câmbio automático, que em 2006 saíram de linha em favor do Prisma derivado do Celta. É reconhecido pela suspensão resistente e pelo câmbio de relações curtas, que conferem bastante agilidade no trânsito e capacidade para vencer ladeiras.

Como ocorre em vários carros populares, o Classic foi simplificado com o passar dos anos para ceder espaço a novidades, especialmente à terceira geração do Corsa e ao citado Prisma. A simplificação atingiu até o nome, que passou de Corsa Sedan para Corsa Classic e depois apenas Classic. Mas o Classic não tornou-se um carro ruim. Considerando os concorrentes, até que é um carro bom.

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Interior da série limitada Advantage

O pacote único oferece diversos itens interessantes, tais como ar-condicionado, direção hidráulica, revestimento em tecido nas portas, aviso de faróis ligados, retrovisores e maçanetas pintadas, e, por mais R$ 1.000, travas e vidros dianteiros elétricos comandados pelo alarme. O motor é o de sempre, um 1.0 com 9,5 kgfm a 5200 rpm. A manutenção em concessionária até os 50 mil quilômetros custa cerca de R$ 2,7 mil, segundo tabela da Chevrolet. Para efeito de comparação, o Onix custa cerca de R$ 500 a menos.

Para uso urbano é um carro excelente, com direção, câmbio e embreagem mais leves que a média. Apesar de ser sedã, é fácil de estacionar. Na estrada deixa a desejar em termos de estabilidade em velocidades relativamente altas, como 120 km/h e nas curvas os pneus 165/70-13 passam um pouco de insegurança — as rodas 14″ são recomendáveis. A 5ª marcha permite ultrapassagens rápidas, desde que o motor seja explorado. O isolamento acústico não é dos melhores, mas supera o finado Gol G4, Palio e Clio. Em termos de consumo de combustível perde para Fiat e Renault.

Em breve o Classic deixará o mercado em favor de um projeto mais moderno, talvez com um motor que substitua o Família 1 em uso desde 1994. Modernizar é sempre bom, mas também é preciso reconhecer as qualidades de grandes carros nacionais.

  • TwinSpark

    @xrs250:disqus entende de Corsa.

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