Melhor Compra até R$ 10 mil

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A maior preocupação de quem procura um carro barato é o custo da manutenção de rotina, afinal desvalorização, consumo de combustível e confiabilidade dependem muito mais do estado de conservação. O Chevrolet Corsa 1.6 com carroceria hatch ou sedã aparece como a escolha ideal porque atende todos os requisitos de custo e complementa com desempenho mais do que satisfatório.

O motor 1.6 é basicamente o mesmo 1.0 com cilindros maiores, por fora é praticamente idêntico. A potência salta de 60 cv para 92 cv, enquanto o torque vai de 8,3 para 12,9 m.kgf e torna mais seguras as ultrapassagens e subidas de serra, principalmente quando feitas com cinco pessoas a bordo. Devido à cavalaria adicional o motor funciona sem esforço e consume menos gasolina. Baixo consumo não é argumento para escolher o motor menor.

Por ter permanecido sem mudanças por longo tempo e ainda ficado como Classic por mais alguns anos, escolher Chevrolet Corsa por ano é bobagem. Mais importante é observar a qualidade geral, como está o motor e o interior. De 1994 até 2016 é basicamente o mesmo carro, então em vez de procurar exemplares de fabricação mais recente é melhor se concentrar em achar acessórios como direção hidráulica, ar-condicionado e vidros elétricos.



Foram cinco opções de carroceria, hatch de duas portas e porta-malas de 260 litros, hatch de quatro portas com porta-malas de 280 litros, sedã com 390 litros, perua e picape, sendo que essas duas foram as únicas de pouco sucesso. Curioso é que o hatch duas-portas tinha lanternas diferentes do quatro-portas, que compartilhava as suas com a perua e a picape. Houve uma versão esportiva chamada Corsa GSi, com duas portas, teto solar e motor 1.6 16V de 108 cv — hoje vale uma pequena fortuna.

Coração valente

O motor Família I da Chevrolet chegou com o Corsa em 1994 e teve versões 1.0, 1.4, 1.6 e 1.8, tendo seu ápice de rendimento na Meriva 1.8 16V de 122 cv — também instalado no Fiat Stilo. A lista de carros que recebeu versões deste motor é extensa: Corsa B e C, Celta, Meriva, Montana A e B, Agile, Prisma A e B, Onix, Spin, Cobalt, Palio, Siena, Strada, Doblò, Stilo e Punto. O câmbio quase sempre foi um manual de cinco marchas, tendo sido usado automatizado Dualogic na linha Fiat e Easytronic em Meriva e Agile.

Portanto, mão-de-obra capacitada e peças de reposição nunca foi e dificilmente será problema para o futuro dono do Corsa. Há versões com motor de 16 válvulas que costumam dar um pouco de manutenção adicional e podem ser evitadas. A potência adicional não compensa o possível risco de manutenção negligenciada por donos anteriores, visto que o motor 16V exige mais atenção quanto à troca de óleo. Tanto o 1.0 quanto o 1.6 de oito válvulas tinham mais potência que seus concorrentes.

Chevrolet Corsa 1.0 8V 1.6 8V
Potência 60 cv a 6000 rpm 92 cv a 5600 rpm
Torque 8,3 kg a 3000 rpm 12,9 kg a 2800 rpm

 

A General Motors recomendava que a manutenção fosse feita de acordo com a tabela a seguir, mas é importante lembrar que quando usado apenas em percursos pequenos, em congestionamentos, na poeira e/ou com peso adicional o carro precisa receber manutenção na metade do tempo ou quilometragem recomendados. Sendo assim, a troca de óleo deve ser feita a cada cinco mil quilômetros e da correia de comando, a cada 60 mil.

Chevrolet Corsa 1.0 8V e 1.6 8V
Troca de óleo 10.000 km
Tipo de óleo 15W40 a
20W50
Troca de correia de comando 120.000 km

 

Mesmo robusto o motor tem seus pontos fracos, e o sistema de arrefecimento é um deles. A válvula termostática costuma travar fechada e deixar o Chevrolet Corsa no acostamento por conta de superaquecimento. A peça original da GM não custa mais de R$ 80 nas lojas de autopeças, mas sua troca exige remoção da correia de comando e um pouco de tempo de mão-de-obra. Há outros pequenos problemas crônicos, mas nada assustador ou que seja diferente de seus equivalentes Gol, Palio e Mille.



Mais razões para o Chevrolet Corsa ser o Melhor Compra

O Corsa consegue ser um popular relativamente confortável, principalmente quando equipado com barras anti-rolagem (só as versões mais luxuosas recebiam a barra e molas macias). O interior típico dos anos 90 é agradável, nas portas tem forros de tecido, os bancos têm bom formato, o espaço é condizente e o ar-condicionado é do tipo que desliga em ultrapassagens. Com motor 1.6 e carroceria sedã é um excelente carro familiar na sua faixa de preço, não tendo concorrente que ofereça os mesmos atributos custando o mesmo ou menos.

 

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