EcoSport 2018: novos ares para a Ford

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A Ford do Brasil vive de altos e baixos, tudo por conta de decisões erradas. Há dez anos desfrutava do sucesso do EcoSport, mas não conseguiu acompanhar a concorrência e nos últimos tem sofrido com os problemas do câmbio Powershift, que deixará de equipar Fiesta, Focus e EcoSport. Um câmbio automático de seis marchas equipará todos, inclusive o Ka 1.5. Mas o assunto da vez é o EcoSport 2018, o primeiro a deixar o automatizado e adotar o novo motor Dragon, de três cilindros e incríveis 130 cv. É potência de motor 1.8 de poucos anos atrás.

Além das novidades na mecânica, o EcoSport trocou a esquisita dianteira por uma coerente com a identidade da marca, com grade bem destacada e sofisticados faróis duplos. Mudou também o interior, o painel agora é mais refinado, com tela central enorme, volante de Focus e porção clara na versão topo Titanium. Mesmo que já tenha sido lançado há cinco anos, o carro ficou muito bom e bem situado diante dos novos concorrentes, mesmo aqueles lançados em 2017. Tem personalidade marcante, especialmente por conta do estepe fixo na tampa. Vale citar as rodas da versão topo, certamente a mais bela de um Ford brasileiro.

O motor Dragon substitui o 1.6 em todas as versões, exceto na Titanium, que agora será equipada com 2.0 do Focus, de 170 cv e 20,6 m.kgf. A unidade de três cilindros é de projeto novo, tem cabeçote de alumínio, duplo comando variável, quatro válvulas por cilindro e pré-aquecimento do etanol, que dispensa o tanquinho. Ao contrário de outros motores da marca, usa correia de comando, mergulhada em óleo. O resultado é 130 cv e 15,6 m.kgf, com consumo de combustível reduzido. O câmbio automático (de verdade) fará dupla tanto com o 1.5 quanto com o 2.0.

Com tanta novidade, a versão mais interessante é a Titanium, de R$ 94 mil. Oferece o motor 2.0 de 170 cv, câmbio automático de seis marchas, faróis de xenônio, opção por interior claro, teto solar, belas rodas de 17 polegadas, sistema de som Sync 3 com qualidade Sony e nove falantes, ar-condicionado digital, monitor de pressão dos pneus (com sensores nas rodas), câmera de ré, alerta de ponto cego e tráfego cruzado, sete airbags e controle de estabilidade.

Numa só tacada a Ford passou o EcoSport da última colocação para a primeira. Resta saber se a qualidade construtiva melhorou a ponto de colocá-lo no mesmo patamar de Tracker, Renegade e Kicks.

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