A

ABS: Sistema eletrônico que atua nos freios de modo a não permitir o travamento das rodas. Sensores identificam o travamento e enviam informação para um módulo, que libera o freio da roda travada até destravá-la e freia novamente. Esse processo é feito em pouquíssimo tempo e dura até a liberação dos freios.

Aeroquip: é uma mangueira para sistemas hidráulicos utilizada em freios de alto desempenho. Ela tem uma malha de aço interna para ficar mais rígida e não dilatar com o aumento da pressão. É recomendada para deixar o freio mais preciso e acabar com o efeito borracha, em que a pressão da mangueira comum força o manete.

Ângulo de caster: É a disposição angular do eixo vertical da suspensão de uma roda em um carro, moto ou outro veículo, medido na direção longitudinal. É o ângulo entre a linha pivô (uma linha imaginária que passa pelo centro do eixo superior e o eixo inferior da suspensão) e a vertical. O ângulo de caster influencia diretamente na dirigibilidade de uma moto, pois é ele quem dá elasticidade a ciclística, em motos esportivas, o ângulo é maior devido as curvas, ja em motos estradeiras, o ângulo é baixo para propiciar uma dirigibilidade mais confortável.

C

Cardã: Eixo responsável pela transmissão final do movimento do motor à roda traseira. Substitui a corrente e exige manutenção mínima, pois passa por dentro do braço da suspensão e fica livre de intempéries. Por ter peso e custo bem maiores, é aplicado apenas em motos grandes e fortes.

Centro de Massa: É o lugar onde está concentrado a maior parte do peso de um corpo. Quando mais baixo for o centro de massa, melhor será o comportamento da moto. Também é conhecido como centro de gravidade.

Conta-giros: Ferramenta colocada no painel que indica a rotação do motor em tempo real. Pode ser analógico, como na Honda Twister 250, ou digital, como na Yamaha Lander 250.

E

ECU: A engine control unit, ou unidade de controle do motor, é uma unidade que gerencia os sistemas de injeção eletrônica (injeção e ignição) e, em casos mais específicos, de comando de válvulas e sobrealimentação. Vários sensores são conectados a ela, que precisa “entender”, entre outros aspectos, a rotação do motor, a temperatura e a qualidade do combustível.

Eixo balanceiro: Elemento instalado próximo ao virabrequim que tem como finalidade diminuir as vibrações. Está ligado àquele por engrenagem e gira ao contrário, geralmente com o dobro da velocidade.

F

Farol elipsoidal: seu refletor é formado por pequenos prismas responsáveis pelo direcionamento da luz. A lente convexa complementa a função. As vantagens desse tipo de farol está na eficiência do corte superior da luz, de modo a não ofuscar que trafega no sentido oposto, e no tamanho reduzido. Pode ser observado na Kasinski Comet GTR.

Fora-de-estrada (categoria): moto destinada ao uso fora do asfalto, especialmente em trilhas. Tem motor monocilíndrico, quadro estreito, suspensões longas, pneus estreitos e roda dianteira de até 21 polegadas.

K

Keyless: sistema eletrônico que dispensa o manuseio da chave, que pode ficar guardada no bolso ou na bolsa. Ao detectar a aproximação da chave ativa e ignição e destrava o guidão. Mais utilizado em carros, o sistema pode ser visto na Ducati Multistrada 1200.

L

LED: sigla para Diodo Emissor de Luz (Light Emitting Diode), é um tipo de diodo que emite luz. A cor de sua luz depende da junção de componentes químicos e suas vantagens estão no baixo consumo, na durabilidade e no acendimento mais rápido (preste atenção num carro e perceba que o brake-light sempre acende primeiro que as lanternas).

M

Monocilíndrico: motor com apenas um cilindro, como é o caso da maioria dos motores de motos nacionais.

Motor Boxer: tipo de motor com cilindros contrapostos, geralmente na horizontal. O MotoReport costuma usar Boxer-# para definir esses motores, onde # é o número de cilindros. Os mais notáveis com essa arquitetura é o Boxer-2 das motos BMW e o Boxer-4 do Volkswagen Fusca.

Motor em linha: tipo de motor em que os cilindros ficam dispostos lado a lado. Exemplo de motor assim é o da Kawasaki Ninja 250R e da Honda Hornet 600.

Motor em V: tipo de motor em que os cilindros formam um V, independente o ângulo entre as bancada de cilindros. Os motores mais notáveis com essa arquitetura são os V2 da Harley-Davidson, o V4 da Yamaha V-Max e os V8 dos muscle cars americanos. Para o MotoReport o L-Twin da Ducati é um legítimo V2, pois as bancadas que formam um ângulo de 90º possuem a mesma medida.

Motor longitudinal: disposição de motor em que o eixo virabrequim fica no sentido do comprimento do veículo. Poucas motos usam essa disposição, mais aplicada naquelas com transmissão final por cardã.

Motor transversal: disposição de motor em que o eixo virabrequim fica no sentido da largura do veículo. A maioria das motos usam essa disposição.

O

Overdrive: no passado definia uma transmissão suplementar nos carros, mas hoje define aquela marcha com relação bastante longa que proporciona ao motor menor rotação e consequentemente menores níveis de ruído e consumo. Marchas overdrive não levam o veículo à velocidade máxima.

P

Policilíndrico: motor com mais de um cilindro, como V2, dois-em-linha e Boxer-6.

R

Ram air: Também conhecido como sistema de indução forçada de ar, funciona como uma sobrealimentação proporcionada pelo velocidade do ar admitido no bico da moto, que vai direto para os cilindros. Isso gera um aumento de potência, como é o caso da ZX-14R 2012, que ganha 10 cv em altas velocidades. O sistema da Suzuki é chamado de SRAD (Suzuki Ram Air Direct).

Retrovisor convexo: Ele tem o espelho ligeiramente curvado para aumentar o campo de visão. Abrange uma área bem maior, mas prejudica o cálculo de distância e a visão de veículos próximos.

S

Scooter: categoria de veículos urbanos atualmente conhecida pelo câmbio automático CVT e pelas rodas menores que o normal, apesar de a Honda está mudando isso com o Integra, que tem rodas grandes e câmbio de dupla embreagem. Vale lembrar que scooter é um substantivo masculino.

Street (categoria): moto apropriada para uso na cidade que oferece relativo conforto e praticidade, pois além de ser mais leve, não possui carenagem e nem motor temperamental que superaquece com rapidez. Os motores em V não são adequados para esta categoria, pois no anda-pára continuo o cilindro posterior recebe pouca refrigeração. Geralmente tem manutenção menos onerosa e mecânica mais simples, mas há exceções como as importadas de alta cilindrada.

Superesportiva (categoria): moto com carenagem apropriada para desviar o vento do condutor, que fica projetado para frente graças à posição do guidão e das pedaleiras. É capaz de manter velocidade superior a 250 km/h por longo período. Tem pneus, freios, suspensões e direção aptos a suportar o elevado desempenho.

T

Taxa de compressão: É um conceito intrínseco dos motores a combustão interna. É um valor numérico, neste caso uma razão ou proporção, que compreende a relação entre o volume da câmara de combustão completamente distendida para o volume da câmara de combustão completamente comprimida. Por exemplo, quando se diz que um motor possui uma taxa de compressão de 10:1, isto significa que a câmara de combustão, quando completamente distendida, possui 10 vezes maior volume em relação à câmara completamente comprimida.

TCS (controle de tração): Sistema eletrônico que atua em conjunto com o ABS para evitar que a roda perca tração por aplicação excessiva de potência. É fundamental em motos de alto desempenho.

Touring (categoria): moto destinada ao uso rodoviário por ocasião de viagens e passeios longos. Tem assentos e suspensões macios que proporcionam soberbo conforto para condutor e passageiro. O propulsor, forte e silencioso, transmite segurança em ultrapassagens e mantém velocidade média elevada mesmo em baixa rotação, graças ao torque e ao câmbio de relações longas. Proteção aerodinâmica e espaço para bagagem não faltam.

V

v/1000: é a velocidade desenvolvida para cada mil rotações do motor. Em cada marcha essa velocidade é fixa.

– R E P R O D U Ç Ã O P R O I B I D A –