Hyundai Tucson

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O Tucson é um SUV compacto desenvolvido sobre uma variação da plataforma do Elantra e lançado em 2004. Foi a aposta dos coreanos no segmento de utilitários compactos com vocação urbana e capazes de passeios longe do asfalto, em ascensão na época e que teve como representante brasileiro o primeiro Ford EcoSport, feito sobre o Fiesta.

Atualmente esse segmento tem representantes em várias marcas, desde Nissan com o bem-sucedido Qashqai até Porsche, com o esportivo e belo Macan. Apesar de todas as críticas dos entusiastas de carros esportivos, é interessante porque oferece carroceria elevada, cabine ampla e aspecto jovial. A falta de carroceria sobre chassi e de tração 4×4 é facilmente compreendida: nem todo mundo que anda fora da estrada precisa dos recursos que um Troller oferece.

Esses utilitários compactos feitos sobre plataformas de hatches ou sedãs populares conseguem ser vantajosos para seus compradores e também para as fábricas. Bons no perímetro urbano como hatches médios, amplos e práticos como minivan (há exceções), potentes como sedãs médios e ainda oferecem desenvoltura fora do asfalto. São bons para as fábricas porque possibilitam margens de lucro bem maiores por estarem em alta no mercado e serem produzidos sobre plataformas populares.

O interior do coreano de Goiás

Na cidade o Tucson GL é agradável por oferecer boa visibilidade para todos os lados e ser menos comprido que alguns sedãs médios. A posição de dirigir é elevada em relação a painel e janelas como em todo utilitário, característica que agrada mulheres. O ambiente interno é tipicamente asiático e os principais comandos estão nos mesmos locais que em outros carros de sua origem. O bom volante de quatro raios está próximo da alavanca do câmbio e na porção central do painel estão dispostos difusores de ar, aparelho de som e comandos de ventilação.

O comando dos vidros e retrovisores está na porta do motorista e como nos japoneses os botões não possuem iluminação e nem função um-toque para todos, coisas que o Palio da última geração oferece. Há alguns porta-objetos e nada aparenta estar fora de ordem. Não há o dispensável painel macio ao toque e a qualidade dos encaixes dos acabamentos está dentro do esperado. Entre os pontos agradáveis estão as regulagens do volante e dos bancos, iluminação do quadro de instrumentos (amarelo esverdeado) e comandos do aparelho de áudio, que tem usabilidade perfeita e está ligado a um kit de duas vias nas portas dianteiras.




O espaço para passageiros é generoso. Motorista e passageiro da frente acomodam-se bem em bancos macios e os passageiros de trás têm assento largo que acomoda três com conforto, apoio de cabeça e cinto de três pontos. No porta-malas o revestimento é plástico, fácil de limpar e adequado ao transporte de objetos úmidos ou sujos. A Hyundai divulga 644 litros de capacidade, número otimista.

Do lado de fora, apreciáveis faróis com refletor simples são auxiliados por unidades de neblina e lanternas traseiras amplas. Na tampa traseira há duas maçanetas embutidas sob o local da placa, uma para a abertura de toda a tampa e outra para destravar somente o vidro, recurso aparentemente desnecessário. No Hyundai montado em Anápolis-GO não há peças plásticas sem pintura ou com adesivo preto fosco, para sorte de daqueles que costumam comprar carros de segunda mão ou rejeitam o estilo Adventure da Fiat.

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