Mais Belos: Citroën C6

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A beleza dos carros italianos é diferente da beleza dos franceses, e o Citroën C6 é uma amostra clara dessa distinção. Enquanto o Alfa Romeo 156 provoca instintos primitivos, o francês transmite sensação de vanguarda e serenidade. É um elegante sedã de alta classe que foge da sisudez dos alemães e mostra o quanto os franceses podem ser desapegados de padrões. Sendo da mesma linhagem do lendário DS, o C6 não poderia ser menos que incrível.

Um dos carros presidenciais franceses — Citroën, Peugeot e Renault revezavam o posto — por quase uma década, o C6 demorou quatro anos para substituir efetivamente o XM. Inspirado no conceito C6 Lignale apresentado no Salão de Frankfurt de 1999, é uma obra do francês Jean-Pierre Ploué (que tem no currículo a segunda geração do C5 e o DS3) e chegou ao mercado apenas em 2005, sem uma carroceria familiar. A tradição de Breaks fantásticas fora acabada por minivans e utilitários esportivos.

C6 Lignale

A ousadia da Citroën é comprovada pela semelhança do carro de produção com o conceito. A carroceria ficou praticamente idêntica, com mudanças feitas por questões práticas ou legais. A carroceria de 4,91 metros com entre-eixos de 2,90 m e apenas 1,46 m de altura tem aspecto achatado. A vista lateral tem algumas peculiaridades: o balanço dianteiro é sem dúvida um dos maiores em carros de produção (1,12m), o farol faz-se mais presente na lateral e a silhueta de hatchback esconde um legítimo sedã.

Como no DS, as portas são livres de moldura, mas as três janelas remetem ao sucessor, o CX. Toda a carroceria preza a descrição, a começar pela dianteira limpa com traços retos e faróis proporcionalmente estreitos e compostos por apenas um refletor elipsoidal cada. O duplo chevron da Citroën faz parte da grade e o para-choque abriga lavadores retráteis dos faróis, sensores de estacionamento, piscas e faróis de neblina. Embora os esguichos estejam à vista sobre o capô, os limpadores ficam escondidos.

Na lateral, um discreto friso entalhado começa no canto do farol e some no para-choque traseiro; os filetes cromados que circundam as janelas aparecem nas cores escuras. A porta traseira esquiva-se do arco de roda de forma discreta e tem mais comprimento que seu vidro. O vigia côncavo permite que as últimas colunas prolonguem-se até os cantos sem prejudicar seriamente a abertura da tampa do porta-malas, que segue a curvatura e esconde um discreto spoiler a até 130 km/h.

Na traseira as lanternas remetem a sedãs americanos. Como nos faróis, elas destacam-se mais na vista lateral e parecem peças de olearia. Integram perfeitamente linha de teto, linha de cintura e para-choque. As luzes de ré e de neblina ficam de cada lado da placa de licença. As ponteiras de escape cromadas mostram que o C6 é um típico estradeiro europeu.

Custando o mesmo que um bom BMW, o C6 foi um fracasso comercial. A previsão inicial da PSA era de 20 mil carros por ano, mas entre 2005 e 2012 apenas 23 mil carros foram vendidos. Assim, foi encerrada a linhagem do DS, composta por CX, XM e C6. Foi encerrada também o mais alto segmento de luxo francês, tento o Renault Vel Satis saído em 2009 e o Peugeot 607 no ano seguinte.

C6Citroën

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