Mais Belos: Ford Mustang Fastback

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Henry Ford II foi um homem de temperamento complicado que gostava de centralizar decisões e quase impediu a continuidade do projeto que daria origem ao Mustang. Não fosse pela insistência de Lee Iacocca, então presidente da empresa, o esportivo jamais teria sido lançado e a história da indústria automotiva seria completamente diferente.

O primeiro Mustang foi lançado em 1964 como um carro compacto e de apelo jovem. Sua missão foi atrair uma geração de jovens bem-sucedidos com carroceria conversível, hardtop (cupê de três volumes) ou fastback (fotos). Por ter uma ampla gama de opcionais, motores e transmissões e aproveitar diversos componentes de prateleira, atraiu compradores de várias classes e encheu os cofres da Ford.

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A essência do carro dos sonhos

Mesmo que não fosse equipado com os potentes motores V8 da Ford, o primeiro Mustang mereceria um lugar cativo entre os carros mais legais da história. As carrocerias desenhadas por uma equipe chefiada por Joe Oros desde o início dos anos 60 conseguem representar bem uma sociedade marcada pela liberdade, pelo progresso tecnológico e também pela qualidade de vida invejável.

O carisma do Mustang é inegável, e mesmo os fãs de Chevrolet Camaro e Dodge Challenger devem assumir isso. O esportivo tem a essência do carro dos sonhos, é essencialmente bonito e potente. Manteve-se um pouco alheio à vanguarda tecnológica, mas quase sempre esteve associado a carrocerias e motores empolgantes — perdeu a graça por duas décadas, mas foi em período cinza para o design em todo o mundo.

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Nas clínicas de pesquisa a Ford constatou que o preço estipulado inicialmente estava aquém do que os futuros clientes estavam dispostos a pagar. A carroceria bem elaborada com capô longo e detalhes cromados induzia as pessoas a acreditarem que tratava-se de um carro de alto padrão. O estilo mais próximo de esportivos europeus e a personalidade distinta do restante da gama Ford corroborou nesse sentido.

A predominância de traços retos é um contra-ponto à opulência dos carros cinquentistas, caracterizados pelas dianteiras grandes e pelos exóticos rabos-de-peixe. Na lateral a linha de cintura é quebrada por um sutil degrau para formar o quadril; abaixo um ressalto emula as entradas de ar laterais de esportivos europeus de motor central. As cinco saídas dar em forma de guelra atrás da janela lateral são exclusivas do fastback.

A enorme tomada de ar frontal ladeada por faróis circulares é característica marcante na carranca indissociável ao Mustang. Na traseira as discretas lanternas são joias complementadas pelo bocal do tanque, estilizado com o cavalo “que corre para o lado errado”. Os cantos truncados e o para-choque misturam um leve toque da extravagância cinquentista ao funcionalismo que estava por vir.

Mustang é um cavalo selvagem de origem europeia, dotado de boa musculatura e robustez. Por ter feito parte da história dos Estados Unidos nas mãos de nativos, é sem dúvida o nome mais adequado ao produto que simboliza parte importante da cultura automotiva americana. A primeira geração do pony-car foi tão bem-sucedida que inspirou as gerações cinco e seis, além de trazer de volta os rivais Chevrolet Camaro e Dodge Challenger inspirados em suas primeiras gerações.

 

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