Nissan Frontier 2017

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A Nissan já enviou às suas concessionárias brasileiras a nova geração da Frontier, um produto completamente novo que já estava disponível na Europa desde o início de 2016. Ao contrário da atual geração, que é produzida no Paraná, a nova é produzida no México e em 2018 passará a ser feita na Argentina em fábrica compartilhada com Renault e Mercedes, que terão picapes baseadas na mesma plataforma.

A concorrência é formadaToyota Hilux, Chevrolet S10, Ford Ranger, Volkswagen Amarok, Mitsubishi L200 Triton Sport e, de certo modo, Fiat Toro Volcano. No momento há apenas uma opção de acabamento, LE 4×4 automática, topo de linha, visto que a picape precisa dividir cota de importação com o Sentra. No próximo ano devem chegar as versões mais acessíveis, com transmissão manual e tração 4×2. Versões com cabine simples e motorização flex não estão previstas.

Tivemos um breve contato e no geral é uma picape de aspecto agradável, embora careça de personalidade no design — algo normal no segmento, com exceção da L200 Triton Sport. A porção frontal remete aos novos lançamentos da Nissan, enquanto a traseira um vinco em U proporciona alguma diferenciação. O interior remente ao do Sentra e faz da Frontier a picape com o interior mais bonito do segmento.

Desempenho e suspensões

Suspensão traseira com molas helicoidais é novidade no segmento

Se a Nissan Frontier 2017 passa despercebida em aparência, em motorização e suspensão traz novidades interessantes. O motor 2.3 TDI tem origem Renault e é utilizado também no utilitário Master com elogios para desempenho, baixo consumo de combustível e robustez. Usa corrente de comando e na picape é equipado com uma turbina para 160 cv nas versões de entrada e duas turbinas para 190 cv nas versões de luxo.

As versões de luxo são equipadas com suspensão traseira aprimorada. As molas são do tipo helicoidal — como nos carros de passeio e na Fiat Toro — e há barra Panhard, barra estabilizadora e cinco links de cada lado. O ganho em conforto é notável, sobretudo em estradas de terra batida e na transposição de ressaltos em alta velocidade. Os assentos, contudo, não complementam o trabalho da suspensão.

Com regulagem elétrica até para a região lombar, o assento do motorista é curto e estreito e certamente desagrada pessoas corpulentas e/ou altas. O assento traseiro está aquém do que se espera de um projeto tão recente, tem assento curto e baixo e encosto vertical. Mesmo uma pessoa de baixa estatura deve ficar desconfortável em viagens longas. O problema não é exclusivo da Frontier e mesmo em patamares de preços bastantes elevados as picapes médias ainda deixam a desejar em conforto para os passageiros de trás.

Por R$ 167 mil a Frontier entrega transmissão automática de sete marchas, tração integral com reduzida e bloqueio do diferencial traseiro, controle de estabilidade com controle de tração, descida e retenção dos freios, chave presencial, ar-condicionado automático de duas zonas, assentos forrados em couro com ajustes elétricos e aquecimento nos dianteiros, difusores de ar para passageiros de trás, central multimídia com câmera de ré, DRL de LED, tomada 12V na caçamba, protetor de caçamba, entre outros a serem confirmados pela Nissan.

O grande vacilo é a ausência de air bags laterais e de cortina, falha imperdoável até então cometida apenas pela Chevrolet. É um preço competitivo diante da concorrência, principalmente da Toyota Hilux SRX. O funcionamento do motor é agradável. Fica para uma análise mais ampla o comportamento em curvas — sobretudo dos pneus chineses da Maxxis — e o funcionamento da transmissão automática.

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