Nissan Kicks SL 1.6

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A ascensão das vendas de “SUVs urbanos” fez o número de opções crescer a ponto de despertar o interesse de marcas de prestígio como Audi, BMW e Mercedes. Hoje o número de opções nesse segmento no Brasil chega a quase 20, sendo a mais nova delas o Nissan Kicks, fabricado no México — com previsão de ser produzido em Resende-RJ a partir de 2017 — e vendido exclusivamente na América Latina.

Como esse é um segmento em que aparência está entre os aspectos mais decisivos na escolha dos compradores, a Nissan deu muita atenção ao design, elaborado no centro de estilo do Rio de Janeiro e com volumes que sugerem robustez. Tecnologia a bordo também é cada vez mais valorizada, e o Kicks também destaca-se nesse aspecto, como também em segurança e conforto.

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Tivemos um breve contato com a novidade, o suficiente para conhecer algumas de suas características. À primeira vista nota-se que ele é menor do que fotos fazem crer, talvez por conta das rodas grandes e dos volumes nos para-lamas. A grade dianteira com moldura em U cromada chama tanta atenção quanto a linha de cintura que leva a um acabamento preto na última coluna e a uma proeminente lanterna. O resultado é bastante agradável.

O interior mantém a boa impressão, com painel parcialmente forrado em couro, volante multifuncional pequeno e central multimídia. Na posição de motorista se vê o quadro de instrumentos com a parte esquerda em tela LCD, ao lado de um velocímetro analógico. A tela central de 7” abriga navegador GPS e sistema de áudio. Abaixo dela estão os comandos do ar-condicionado digital e um pequeno porta-objetos, que guarda portas USB e auxiliar.

Ao volante

Com chave presencial, basta apertar um botão para ligar o 1.6 de 114 cv e 15,5 kgfm. Embora a princípio esse motor pareça pequeno, é preciso lembrar que o Kicks é leve, pesa apenas 67 kg a mais que o Versa Unique. Nada tão diferente do que estamos habituados, mas é certo que o 1.8 com 17,5 kgfm do Livina seria mais adequado à proposta e ao preço.

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O breve contato não permitiu explorar as funcionalidades do novo câmbio CVT — recentemente aplicado a March e Versa nacionais — mas foi possível perceber que ele merece uma calibragem que explore melhor o motor. As retomadas parecem mais lentas que em outros carros de proposta semelhante, a rotação do motor demora mais que o habitual para subir e a entrega de potência não é enérgica quando assim se deseja. Com cinco a bordo o desempenho deve ser prejudicado.

Os bancos são muito confortáveis e é fácil encontrar uma boa posição de dirigir, mesmo que o volante permaneça baixo na regulagem mais alta. O rodar é agradável e apesar das barras estabilizadoras rígidas os obstáculos são transpostos com o conforto. No trajeto urbano o Kicks é melhor que o Hyundai Tucson, por exemplo, que tem uma barra estabilizadora traseira rígida que impede os passageiros de usufruírem dos benefícios de uma suspensão independente. Agrada a direção elétrica bastante leve e o pedal de freio com modularidade perfeita.

A Nissan diz ter dado atenção ao isolamento acústico, mas devido ao curto período de tempo do teste não foi possível analisá-lo. Qualidade da iluminação dos faróis, consumo e comportamento em curvas devem ser analisados em um contato mais prolongado; fica para uma próxima oportunidade.

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Farto conteúdo de tecnologia e segurança

A metade esquerda do quadro de instrumentos é uma display TFT que pode exibir em telas distintas conta-giros em formato analógico, navegador, sistema de áudio, computador de bordo, entre outras informações. Na parte direita o velocímetro tem formato convencional.

Posta em destaque sobre o couro que reveste o painel, a central multimídia Bosch conta com navegador GPS, Bluetooth, Apple Car Play/Android Auto e CD/MP3/USB. Nela são exibidas imagens da câmera de ré ou do sistema de visão 360 graus, que fornece imagens da frente, laterais e traseira — recurso digno de Range Rover que deverá ser usado com pouca frequência.

No quesito segurança o Nissan Kicks SL tem de série cinto de três pontos e encosto de cabeça para todos, airbags laterais e de cortina, controle de estabilidade e tração e Isofix. Em conforto e conveniência oferece de série transmissão automática, alarme, ar-condicionado digital, assistente de saída em rampa, chave presencial, acendimento automático dos faróis, sensor de estacionamento traseiro, DRL e regulagem de altura no banco do motorista.




Visão geral

O Kicks é um ótimo carro urbano que pode ser usado eventualmente em viagens com a família. O porta-malas de 432 litros está entre os maiores da categoria e o consumo de combustível segundo padrão INMETRO é bom. Deve agradar quem busca um compacto com aparência moderna, segurança e tecnologia. Tem algumas pequenas falhas, facilmente corrigíveis. Entre as percebidas estão falta de iluminação nos para-sol e de porta-óculos. Poderia haver ainda console de teto mais elaborado (com porta-óculos, inclusive), discos de freio na traseira e freio de estacionamento automático, por botão.

Por R$ 90 mil é uma opção interessante diante de Jeep Renegade e Honda HR-V, os mais vendidos da categoria. Quem aprecia desempenho deve agradar-se com o mais barato Peugeot 2008 THP (R$ 85.200,00) de 165 cv, mas deve contentar-se com a transmissão manual. Se comparado a carros de outros segmentos, o Kicks SL — bem como seus semelhantes — torna-se desvantajoso; entre hatches e sedãs médios encontra-se mais conforto, melhor acabamento e mais desempenho por preço menor, e o Nissan Sentra é um exemplo.

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