Picapes automáticas por até R$ 130 mil

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Parcela importante de brasileiros sonha com uma picape média, que embora sejam tão ou menos confortáveis quanto compactos populares devido ao assento e à suspensão traseiros e tão caras quando sedãs alemães, despertam fascínio por serem imponentes e serem adequadas ao uso nos mais longínquas cidades do país. Como fizemos com os compactos automáticos, selecionamos as portas de entrada para o mundo das picapes médias automáticas.

Como ninguém tem limite, estabelecemos um limite de R$ 130 mil, valor de uma Fiat Toro Volcano. E desta vez fomos começamos de baixo, pela Fiat Strada.

Fiat Strada Adventure

Nas versões de entrada a Strada tem competência reconhecida para o trabalho, mas como carro de passageiros é apenas um paliativo na versão com cabine dupla. Mesmo assim, diferentemente da Saveiro ela oferece versão sem embreagem, a Adventure 1.8 Flex Dualogic. Com o bloqueio eletrônico de diferencial Locker que a torna menos inapta ao fora-de-estrada o preço vai a R$ 82.800.

A lista de equipamentos de série é típica de carro popular bem equipado: computador de bordo, protetor de caçamba, retrovisores com piscas e ajuste elétrico, sensor de estacionamento traseiro, rodas de alumínio de 16 polegadas, rádio com MP3/USB/Bluetooth e volante revestido em couro com aletas para troca de marcha. A central multimídia com tela de 6,2″ está inclusa em pacote de R$ 3.500. Completa a Strada CD Adventure Locker vai a R$ 86.325.

  • 1.8 Flex de  com câmbio automatizado de cinco marchas;
  • 130 cv (G)/132 cv (E) a 5250 rpm e 18,4 m.kgf/18,9 m.kgf a 4500 rpm;
  • Consumo com gasolina: 9,6 km/L na cidade e 10,9 km/L na rodovia;
  • Consumo com etanol: 6,8 km/L na cidade e 7,6 km/L na rodovia.

No banco traseiro vão apenas dois passageiros e a única porta de acesso do lado direito é pouco prática. Para transporte eventual é aceitável, mas não serve a famílias. A veterana Fiat ainda supera a Saveiro, que não possui uma versão I-Motion. Mas o reinado é constantemente ameaçado pela Oroch, que tem maior porte, quatro portas e projeto mais recente, além de um câmbio automático “de verdade”.

Renault Duster Oroch

Na versão com câmbio manual a Duster Oroch 1.6 é pouco mais cara que a Strada Working CD 1.4, e essa é uma das razões de seu sucesso. É evidente ainda o ganho em conforto e praticidade proporcionado pelo maior entre-eixos, pelas quatro portas convencionais e pela suspensão traseira pensada para transporte de passageiros.

A única versão disponível com caixa automática é a Dynamique 2.0. O pacote de equipamentos inclui direção com assistência eletro-hidráulica, computador de bordo, controlador automático de velocidade, volante e assento do motorista com regulagem de altura, sensor de estacionamento traseiro, comando de som próximo ao volante, vidros com fechamento pelo acionamento do alarme no controle, central multimídia com tela de 7″, GPS e USB/Bluetooth, rodas de alumínio de 16″ e faróis de neblina.

O grande pecado é a caixa automática de quatro marchas, a mesma do Citroën C3, que prejudica seriamente desempenho e consumo de combustível. No fora-de-estrada a Oroch não tem a mesma competência da Strada Adventure Locker porque não pode ter o sistema de tração integral do Duster 2.0 4WD. Em breve a Renault usará o conjunto do Nissan March, o novo motor 1.6 SCe com CVT.

  • Motor 2.0 Flex com câmbio automático de quatro marchas;
  • 148 cv (E);
  • Consumo com gasolina: 8,6 na cidade e 10,8 na rodovia;
  • Consumo com etanol: 5,9 na cidade e 7,6 na rodovia.

Fiat Toro

A Toro cobre uma faixa de preço bem extensa, que vai de R$ 85 mil a 130 mil. Tem três opções de motor e duas de câmbio automático. A versão Freedom 1.8 Flex AT6 custa um pouco mais que a Strada Adventure e tem lista de equipamentos escassa, mas em troca entrega mais conforto e espaço interno. Nela, faltam coisas como vidros elétricos traseiros.

Acima dela há a Freedom 2.4 Flex AT9, de R$ 98.790. O torque salta de 18,6 m.kgf a para 23,5 m.kgf, sendo que o consumo fica ligeiramente melhor e a lista de equipamentos de série é mais interessante. As opções com motor Diesel começam pela Freedom, de R$ 117 mil, equipada com o câmbio automático de nove marchas e o motor 2.0 TDI de 170 cv e XX m.kgf, além de tração 4×4. O consumo pelo padrão Inmetro é dos melhores, 11,2 km/L na rodovia.

A versão mais cara da linha é a Volcano, equipada com o mesmo motor e diversos itens de série por exatos R$ 130 mil (vai a R$ 147 mil com todos os opcionais). É esteticamente mais agradável que as picapes médias de mesmo preço, tem baixo consumo de combustível e mais conforto de rodagem.

  • Motor 1.8 Flex de 18,7 m.kgf (G) a 3750 rpm com câmbio automático de seis marchas e tração dianteira, consumo de 8,3 km/L na cidade e 10,5 km/L na rodovia (dados com gasolina);
  • Motor 2.4 Flex de 174 cv e 23,5 m.kgf, câmbio automático de nove marchas e tração dianteira, consumo de 8,6 e 10,8, respectivamente (dados com gasolina);
  • Motor 2.0 TDI de 170 cv e 35,7 m.kgf, câmbio automático de nove marchas e tração 4×4 por demanda, consumo de 9,0 e 11,2.

Chevrolet S10

A Chevrolet estava perdendo mercado por deixar de oferecer uma S10 Flex automática, mas recentemente resolveu tentar, e mudou radicalmente porque agora o econômico motor 2.5 Ecotec de 197 cv é acoplado apenas à transmissão automática de seis marchas, tanto na versão LT quanto na LTZ, seja 4×2 ou 4×4.

Com tração apenas traseira, a versão LT custa R$ 108 mil e a LTZ, R$ 123 mil. Com tração 4×4 e reduzida, os preços passam a R$ 117 mil e R$ 130 mil. A versão LTZ também tem apenas dois airbags, mas acrescenta controle de estabilidade e tração, rodas de 18 polegadas, faróis de neblina, DRL de LED, bancos e volante revestidos em couro, ar-condicionado digital, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, central multimídia MyLink, entre outros.

  • Motor 2.5 Flex com câmbio automático de seis marchas;
  • 197 cv (G)/206 cv (E) a 6000 rpm e 23,6 m.kgf/27,3 m.kgf a 4400 rpm;
  • Consumo versão 4×2: 5,3 na cidade e 6,4 na rodovia com etanol e 7,9 e 9,4 com gasolina;
  • Consumo versão 4×4: 5,0 na cidade e 6,2 na rodovia com etanol e 7,4 e 9,0 com gasolina.

Toyota Hilux

Sim, a picape média mais cara também está entre as mais baratas. Por R$ 113.280 a Toyota oferece a versão SR com o motor 2.7 Flex e câmbio automático de seis marchas. E está longe de ser básica: a SR sai de fábrica com faróis de neblina, rodas de alumínio de 17 polegadas (as mesmas da SRV), protetor de caçamba, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, maçanetas internas cromadas, ar-condicionado manual, airbag duplo e de joelho do motorista, computador de bordo, central multimídia com tela de 7″, GPS, DVD, TV, USB/Bluetooh, retrovisores com ajuste elétrico e câmera de ré.

Por R$ 122 mil é possível comprar a mesma versão com tração 4×4. A SRV 4×4, de R$ 133 mil, acrescenta controle de tração e estabilidade, assistente de subida, retrovisores cromados, estribos laterais, bancos forrados em couro com ajustes elétricos no do motorista, computador de bordo com tela de 4,7″ e ar-condicionado digital com saída para os passageiros de trás. Como em uma boa picape, todas saem com grade dianteira e para-choque traseiro cromados. O motor de todas é o quatro-cilindros 2.7 Flex, de 159 cv e 25 m.kgf com gasolina. A versão Diesel mais barata é a SR 4×4, de R$ 153 mil e a topo de linha SRV custa R$ 190 mil.

  • Motor 2.7 Flex de 159 cv/163 cv e 25 m.kgf com câmbio automático de seis marchas;
  • Consumo versão 4×2: 4,8 na cidade e 5,6 na rodovia com etanol e 6,9 e 8,1 com gasolina;
  • Consumo versão 4×4: 4,8 na cidade e 5,6 na rodovia com etanol e 6,9 e 8,1 com gasolina.

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