Renault Logan Picape

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É verdade que no começo poucas pessoas apostaram no sucesso do Renault Logan no Brasil, o carro tinha muito para dar errado. Primeiro porque era francês — eles definitivamente nunca tiveram boa reputação — e segundo porque era feio e parecia antigo. Bem, o carro tornou-se um grande sucesso (merecidamente) e encorajou a Renault a produzir aqui Sandero e Duster.

Mesmo que alguns fãs de carros franceses rejeitem a família Logan por ter sido desenvolvida para a marca romena Dacia (comprada pela Renault em 1998), é preciso lembrar que todos foram projetados na França com propósito de serem carros adequados a países menos desenvolvidos, aqueles com estradas ruins, motoristas menos caprichosos e mecânicos despreparados (alguém pensou em Brasil?).

Depois do sedã em 2004 a Dacia lançou a perua multiuso Logan MCV em 2006 e por último a versão picape, já em 2007. Toda a parte frontal e portas dianteiras eram compartilhadas com o sedã, e dali para trás era exclusivo, incluindo as lanternas traseiras. Em termos de suspensão, segue a receita utilizada por Saveiro e Montana, com eixo de torção e molas helicoidais. A capacidade de carga é 800 kg, um pouco mais que as brasileiras.



Se fosse vendida no Brasil a Logan teria a maior caçamba do mercado: é tão longa quanto a da Ford Courier (1,80 m) e tem a largura da Strada, mesmo considerando o protetor de fibra de vidro que é de série. No lançamento da Dacia oferecia diversos acessórios que podiam ser instalados, entre eles baú e sistema para levantar uma caçamba interna.

A Dacia produziu a Logan Pick-up na Romênia entre 2007 e 2012 e optou por não fazer uma nova geração baseada no Logan ora renovado. A Nissan, contudo, manteve a produção na África do Sul, onde a vende com o codinome NP200. Lá ela tem três opções de motor, todos de origem Renault: 1.6 8V e 1.6 16V a gasolina e 1.5 turbodiesel, sempre com câmbio manual de cinco marchas.

 

A Nissan africana tem tradição em picapes pequenas, fez bastante sucesso com a Sunny Truck (1400). A NP200 é sua sucessora e concorre com Chevrolet Utility, nada mais que nossa Montana baseada no Agile. Sua grande vantagem sobre a Chevrolet é a economia do motor turbodiesel, capaz de fazer 18 km/L.

É certo que a Renault do Brasil considerou produzi-la aqui, talvez tenha ficado com medo do público rejeitar o estilo quadradão — se não rejeitou no Logan, um carro familiar, certamente teria aceito em um de trabalho.

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