Spacefox I-Motion: a peruazinha que sonha ser Audi

0

volkswagen_suran_6

No início de 1994, os modelos da Audi começaram a ser trazidos ao Brasil pelo piloto Ayrton Senna, e desde os primeiros contatos, ficou patente o avançado nível de engenharia empregado nos carros, bem como sua disposição para enfrentar de igual para igual as outras marcas bávaras mais conhecidas como Mercedes e BMW. Claro que esse embate era menos conhecido por nós brasileiros, pois a marca Audi é desde antanhos conhecida pela excelência técnica; seja através dos carros que batiam recordes nos anos 30 com seus motores não raro atingindo seiscentos cavalos, ou com os míticos Quattro de ralis… a marca simplesmente cospe fogo e esbanja competência desde há muito tempo. Voltando a 1994, um dos predicados mais chamativos da marca era o famoso câmbio Tiptronic, uma opção sequencial que fugia do tradicional molde das opções automáticas até então, pois oferecia uma troca de marchas mais rápida — e consequentemente mais esportiva — do que simplesmente usar as caixas tradicionais do mesmo modo, ou seja, comutando a alavanca pelo caminho entre D e as outras opções. Um toque para o lado, e o motorista tinha um novo leque de aproveitamento da caixa, rápido, intuitivo e eficaz… essa era a Audi.

Em 2010, o expediente da caixa sequencial já se tornou quase um commodity, aplicado em versões bem mais baratas do que os carros pioneiros, e isso é ótimo, sintoma claro de evolução técnica e aceitação de mercado, a própria Audi e sua atual trocenta geração de caixa sequencial — com embreagem dupla — continua ali colhendo os frutos na incessante pesquisa para melhorar o sistema gerenciador.

Essa pequena introdução de alguns aspectos da Audi, se fez necessária para entender um pouco mais a quantas anda o produto da sua controladora em terras tupiniquins, a Volkswagen SpaceFox. Dezenas de testes já foram escritas sobre o modelo, evocando seu claro amadurecimento e o conjunto bastante coerente para a utilização proposta. O que vamos sublinhar aqui, é a utilização com um toque a mais de entusiasmo.

spacefox-madl_06

A SpaceFox não é uma legítima sucessora do espírito irrequieto e jovem (de origem) da quase finada Parati, trata-se de um produto mais sisudo e utilitário, priorizando o espaço, a praticidade e aquela posição de dirigir tão em voga de “olhar tudo por cima”. Um carro que foi um dos primeiros dos nacionais a “verticalizar” ao invés de ganhar largura e comprimento para franquiar mais espaço.

Esse viés mais pragmático é ótimo para o transporte de volumes, mas dificilmente você verá uma opção como SpaceFox GLS, sigla que fazia a festa de quem gostava de carrinhos mais quentes na vertente pequena da linha VW à água… ah, os anos 80!

A “Space” ficou mais interessante mesmo em 2010, frente de acordo com a identidade global pretendida, associando desde Amarok até o novo Jetta que será lançado…todo o arco VW tendo feições que trazem identificação imediata; pena que esse DNA VW não se estende a linha de motores também, mas não dá para se ter tudo, infelizmente. O detalhe Audi aparece externamente nas lanternas traseiras, com a iluminação em leds, formando um efeito bastante bonito quando acesas. O conjunto lateral é coerente e por demais conhecido para produzir maiores comentário ou causar arrebatamentos…desenho estrutural bem feito desde o CAD; será passível apenas ao longo dos anos de pequenas plásticas, nada além disso.

nextpage_green

1 2 3

Leia também

Renault Kwid

Por muito tempo questionei a decisão de desenvolver novos projetos de carros baratos em vez de aproveitar um existente, fazendo apenas mudanças importantes como reforços ...

Powered by themekiller.com