Toyota Corolla 2018

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Aspecto da versão de visual esportivo XRS

O Corolla recebeu mudanças leves para manter-se na mesma geração por pelo menos mais três anos, quando chegará uma completamente nova. Até então a Toyota não parecia incomodada com a defasagem de seu sedã diante de concorrentes renovados e bem equipados, como Chevrolet Cruze e Honda Civic. E não precisava ficar: mesmo sendo o mais caro e menos equipado, vendia mais que todos os seus concorrentes somados.

Sendo o produto mais importante da Toyota no Brasil — certamente é o que dá mais lucro — o Corolla não poderia mudar demais a ponto de ter rejeição. Então, esteticamente as mudanças foram sutis e mecanicamente tudo está como antes. Permaneceram os conhecidos motores 1.8 e 2.0 e a transmissão CVT com sete marchas simuladas. A lista de equipamentos de série está maior e agora desde as versões de entrada controle de estabilidade e sete airbags estão disponíveis.

A única mudança da traseira está na lanterna, que é de LED para toda a lista.

A antiga versão GLi Upper 1.8 passa a ser chamada GLi Couro e tem preço sugerido de R$ 91 mil. A XEi 2.0 passa a R$ 100 mil e a Altis 2.0 a R$ 115 mil. A versão com viés esportivo XRS volta baseada na XEi, ao preço de R$ 109 mil — que certamente foi pensada para atrair clientes de Civic e Cruze. A versão GLi básica com câmbio manual de seis marchas ou com CVT e sem couro só podem ser adquiridas por encomenda.

“Sedã de luxo com custo de popular”

Por mais que tenha uma legião de críticos, o Corolla é de fato um excelente sedã e embora nunca tenha sido o mais equipado e barato do segmento, tem qualidades apreciáveis. Mesmo com o motor 1.8 o desempenho é satisfatório e o funcionamento do câmbio é excelente para a proposta. Comportamento da suspensão e o isolamento acústico também merecem elogios. Tudo isso aliado à suspensão elevada tornam o Toyota um sedã bastante agradável no dia a dia.

Versão XRS acrescenta kit aerodinâmico, faróis de LED e interior preto. Equipamentos e mecânica idênticos à XEi.

O antigo ambiente claro da geração anterior foi substituído pelo preto, processo repetido também na Hilux. A sensação de espaço e qualidade foi reduzida, principalmente pelo aspecto noventista e pobre do painel de instrumentos e dos painéis de porta. Mas nem sempre o que as pessoas buscam é fartura tecnológica. O Corolla é famoso entre aquelas pessoas que buscam status e apreciam sua fama de baixo custo de manutenção e boa liquidez entre usados.

Os R$ 91 mil pagos pelo GLi Upper 1.8 não dão direito a faróis de neblina, espelho com iluminação no para-sol do motorista (não há nem espelho), porta-óculos, central multimídia, câmera de ré, ar-condicionado digital, sensor de estacionamento e nem vidros com comando um-toque. A lista de equipamentos começa a ficar interessante na XEi, que tem todos esses itens (menos o sensor, opcional em todos) e mais chave presencial, retrovisores rebatíveis eletronicamente, controle automático de velocidade, DRL de LED e motor 2.0.

Mudanças sutis no interior. São novos a central multimídia e os difusores laterais.

A versão Altis troca o acabamento em couro cinza (ou preto no XRS) por bege e acrescenta banco do motorista com ajustes elétricos, ar-condicionado digital de duas zonas, faróis LED, maçanetas internas cromadas. A XRS acrescenta à XEi adereços estéticos e faróis LED, o que certamente não justifica o preço 9% maior. No interior de todas as versões as peças pintadas em prata dão aspecto pobre, reforçado agora pelos difusores circulares nas laterais, dignos de carros populares. O famoso relógio digital foi deslocado para perto da tela central.

Pelo preço do GLi é possível comprar Chevrolet Cruze LT 1.4T, Honda Civic Sport 2.0 CVT, Nissan Sentra SV, Volkswagen Jetta Comfortline 1.4T ou Citroën C4 Tendance 1.6T. Com exceção do Nissan, todos oferecem mais potência e itens de série pelo mesmo preço. No papel somente a versão XEi 2.0 consegue ser mais competitiva, mas tem menos equipamentos que o Cruze LTZ, de mesmo preço. O Jetta 2.0 TSI de 211 cv custa o mesmo que o XRS e o Altis tenta ser um degrau antes sedãs alemães.

O Corolla continua uma boa escolha para o público conservador. O acerto de suspensão é primoroso, o isolamento de ruídos é bom e o comportamento na estrada é correto. Motor e câmbio formam uma excelente dupla, com resultados satisfatórios em desempenho e consumo, mesmo se comparados aos conjuntos sobrealimentados. Quanto ao preço, é natural que produtos bem requisitados sejam mais caros que a concorrência — é algo natural do mercado.

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