Volkswagen Amarok, o Golf das picapes

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O bom nome do Volkswagen Golf entre os aficionados por carros foi construído ao redor dos excelentes predicados da sua dirigibilidade. É algo inerente ao carro, fato não apenas no Brasil mas no mundo inteiro, independente da geração do carro; se no imaginário comum Golf significa interatividade ao volante, prazer ao dirigir e comportamento sólido e seguro, então fica fácil associar essas características a sua “prima” mais nova Volkswagen Amarok.

Tive a oportunidade de dirigir o novo lançamento da Volks, aposta da marca no segmento concorrido das picapes médias. Como não se tratou de longa avaliação em todo o tipo de terreno, vou precisar alguns dados sob um único tipo de utilização permitido: forte e em asfalto.

Por Fora:

O bicho é realmente imponente, alto e dotado de linhas com retas e ângulos bruscos bem definidos, lembrando um pouco a cabine do Kia Soul, a frente vincada e de forte personalidade que lembra um pouco o Scirocco – esportivo da Volks – mas uma traseira um tanto “comercial” demais, ladeada por lanternas que não fariam feio em nenhum ônibus rodoviário. Questão mais uma vez do caráter do veículo que parece seguir a risca a sisudez germânica. Ao lado de uma Triton, que preza linhas mais fluidas, a questão da personalidade salta à tona novamente.

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Entrando na cabine, mais coisas chamam a atenção para o bem e para o mal. O volante de diâmetro contido, ideal para um carro, com um tato simplesmente incrível da pele que reveste o aro, e um desenho que remete ao comando do Passat CC, já é promessa de coisa boa. Bem diferente de algumas japonesas que ainda são um tanto generosas demais em relação ao tamanho das direções, a L200 especialmente. A alavanca de câmbio parece que foi importada do Golf (olha ele ali de novo!), pois suas dimensões reduzidas são um alento em relação ao que estamos acostumados em outras picapes; se lembrarmos das camionetes de 15 anos atrás, o comando da caixa parece ser coisa irreal. Então, temos até aqui a constatação que duas das principais ferramentas de condução são peças agradáveis ao condutor que gosta de dirigir.

Mas nem tudo são flores e a cobertura do painel em plástico rugoso é algo realmente pobre e que dá calafrios em evocar a imagem do antigo Fox, parte dos painéis da porta – excetuando o couro do apoio dos braços – também apresenta aquele acabamento de capa de filme de locadora, material duro, áspero e com pouco preenchimento de espuma em seu interior. O interior todo é um tanto frio e pragmático demais – de novo a visão alemã – com comandos corretos, ótimo espaço, mas tudo sem paixão (A Nissan desenvolveu seu volante de direção inspirada no do 350Z, e os mostradores da L200 são uma “leve” cópia do clúster Porsche). Na questão interior, uma Hilux é um lugar mais refinado passar o tempo.

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